Atividade ofertada beneficia no desenvolvimento de 187 alunos da Educação Especial; prática é recomendada como método terapêutico e educacional

A marcha é lenta, os passos firmes, mas tudo acontece como uma leve brincadeira de criança. São assim os atendimentos da equoterapia - serviço oferecido gratuitamente pela Prefeitura de Volta Redonda a 187 alunos matriculados na rede municipal de ensino, acompanhados pela Educação Especial da cidade. A atividade beneficia no desenvolvimento de crianças, jovens e adultos e é realizada através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Recanto da Equoterapia, no bairro Dom Bosco.

Segundo a chefe da Seção de Educação Especial da SME, Elizabeth Melo, a marcha simula o andar humano e promove também a melhoria do desempenho nas áreas comportamental e cognitiva, favorecendo a ativação dos sistemas cardiorrespiratório e musculoesquelético. “É uma atividade terapêutica dinâmica, indicada para diversas patologias como síndromes, paralisia cerebral, transtornos do espectro autista e transtorno global do desenvolvimento”, citou, acrescentando que o tratamento é oferecido duas vezes por semana.

A equipe de atendimento conta com fisioterapeutas, psicólogos e equitadores que trabalham em conjunto, interagindo pelo bem-estar, restabelecimento e melhoria do quadro clínico do paciente. A proposta de atendimento é individualizada e planejada em função das necessidades e potencialidades de cada atendido.

O aposentado Mário Fernando Sacramento, morador do bairro Sessenta, é avô de Pedro Henrique, de 5 anos. O menino tem Síndrome de Down e há cerca de seis meses frequenta aulas às terças e quintas. Ele comentou que o neto se adaptou bem a equoterapia e elogiou bastante o serviço.

“Ele se adaptou rápido e foi muito bem acolhido. O pessoal que o atende é muito atencioso. Para ele é uma brincadeira. No início, tive receio de que ele pudesse ficar com medo pelo tamanho do cavalo, mas não foi assim. Ele gosta bastante e já percebemos melhorias na questão do equilíbrio e das funções do corpo”, disse o aposentado.

A dona de casa Mônica Aparecida de Souza é mãe do Breno, de 5 anos. O menino tem paralisia cerebral e realiza aulas às terças e quintas. Mônica revelou que o filho adora cavalos e já percebeu evolução com o tratamento, iniciado há cerca de seis meses.

“Ele adora fazer as aulas, desde o primeiro dia. Muita gente me aconselhava e resolvi colocá-lo. Já percebo que ele consegue firmar mais o corpo, então está sendo muito bom. E toda equipe nos acolheu muito bem”, comentou.

Equoterapia
O método terapêutico é educacional e utiliza o cavalo para promover benefícios para o corpo e a mente dos praticantes. Mais equilíbrio corporal, ganho de tônus muscular e coordenação motora são alguns dos avanços promovidos, além de autoconfiança, disciplina e concentração.

Como participar?
O encaminhamento do aluno para o atendimento na equoterapia fica sob a responsabilidade da Seção de Educação Especial da SME. O setor realiza avaliações a partir de laudos médicos.

 

Foto: Divulgação/PMVR