
Ex-alunos dos cursos da Secretaria Municipal de Assistência Social retornam às salas de aula como instrutores e inspiram novas histórias de superação
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), vem colhendo resultados que vão além da qualificação profissional. Um dos exemplos mais marcantes do Programa de Inclusão Produtiva é o número crescente de ex-alunos que, após concluírem os cursos livres oferecidos nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), retornam às salas de aula como instrutores, ajudando a transformar a vida de outras pessoas.
Atualmente, o programa conta com 24 instrutores atuando em diversas áreas, como Barbeiro, Garçom, Serigrafia, Artesanato, Cabeleireiro, Costura, Culinária, Designer de Sobrancelhas, Marketing Digital, Manicure e Trancista. Muitos deles iniciaram sua trajetória exatamente como alunos dos cursos gratuitos oferecidos pela prefeitura.
Para a subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, essas histórias demonstram o alcance da política pública de inclusão produtiva. “Quando um aluno retorna como instrutor, temos a confirmação de que o trabalho está cumprindo seu papel. Não estamos apenas oferecendo cursos, mas criando oportunidades reais de geração de renda, autonomia e desenvolvimento pessoal. São histórias que inspiram e mostram que a transformação é possível”, destacou.
Da Venezuela para a sala de aula
Entre os instrutores está Franklin Villanueva, de 39 anos, morador do bairro Monte Castelo e natural da Venezuela. Ele conheceu os cursos da Inclusão Produtiva após uma orientação recebida no Cras.
Inicialmente, Franklin buscava aperfeiçoar seus conhecimentos profissionais, mas acabou se envolvendo cada vez mais com as atividades desenvolvidas pela equipe. “Eu comecei participando dos cursos para aprender mais, gostei do trabalho que a Inclusão Produtiva realiza para a população e fui participando das ações ao longo dos anos. Depois recebi o convite para integrar a equipe e dar aulas. Hoje me dedico a ensinar nossos alunos a saírem do zero, se profissionalizarem e conquistarem sua renda. Isso é muito satisfatório”, contou.
Superação que virou missão
A história de Karina Maria da Silva dos Santos, de 39 anos, moradora do Jardim Cidade do Aço, é marcada pela superação. Ela procurou o curso de Cabeleireiro em um período difícil da vida, enquanto enfrentava um longo quadro de depressão.
“Eu fui para o curso sem compromisso de trabalhar na área. Na verdade, era o único lugar que me fazia sentir útil e viva. Fiz o curso por três ciclos seguidos porque, para mim, era uma terapia”, relembrou.
Durante as aulas, Karina descobriu novas habilidades e passou a admirar o trabalho desenvolvido pela instrutora. O desejo de ensinar começou a crescer silenciosamente até que recebeu um convite inesperado. “Um dia recebi uma ligação perguntando se eu tinha interesse em ser instrutora de Trança. Aceitei na hora. Hoje tenho a oportunidade de ser uma ponte de transformação na vida de outras pessoas”, afirmou.
Conhecimento compartilhado
Já Ryanny Cristiny Marques Nascimento, de 31 anos, moradora do bairro Água Limpa, procurou o curso de Trancista para aperfeiçoar uma habilidade que já possuía desde a infância. “Eu já fazia tranças desde pequena, mas queria aprender novas técnicas. No curso aprendi muito mais sobre a profissão e criei uma amizade com a instrutora”, explicou.
Pouco tempo após concluir a capacitação, Ryanny recebeu um convite para integrar a equipe de instrutores. “Um mês depois de terminar o curso, minha professora entrou em contato comigo perguntando se eu queria trabalhar como instrutora. Ela me indicou e fui chamada para fazer parte da equipe. Foi uma oportunidade que mudou minha vida”, contou.
O coordenador da Inclusão Produtiva, Rafael Malachine, destaca que o retorno dos alunos como instrutores representa um dos maiores indicadores de sucesso do programa, demonstrando que a capacitação oferecida gera resultados concretos para os participantes e para toda a comunidade.
“Ver ex-alunos retornando como instrutores é a prova de que estamos construindo oportunidades reais de transformação social. Cada pessoa que se qualifica, gera renda e passa a compartilhar seu conhecimento, fortalece não apenas sua própria trajetória, mas também toda a rede de inclusão e desenvolvimento do município. Na minha visão, eles não são apenas instrutores, são muito mais do que isso: são agentes transformadores de vidas. E é muito gratificante fazer parte desse time da Inclusão Produtiva”, afirmou Rafael Malachine.
As histórias de Franklin, Karina, Ryanny e de tantos outros instrutores demonstram que os cursos livres oferecidos pela Prefeitura de Volta Redonda vão além do aprendizado técnico. Eles representam oportunidades de recomeço, fortalecimento da autoestima, geração de renda e desenvolvimento pessoal.
Ao transformar alunos em educadores, o Programa de Inclusão Produtiva multiplica conhecimento, cria novas perspectivas e fortalece a rede de oportunidades construída pela assistência social, mostrando que investir em capacitação é também investir na transformação de vidas.
Fotos: Clara Preta/Smas.
Secom/PMVR
