Creas, da Secretaria Municipal de Assistência Social, oferece acompanhamento especializado; município reúne serviços de diferentes áreas para orientar e proteger mulheres em situação de violência

Reconhecer os sinais de violência, encontrar acolhimento e saber onde buscar ajuda são passos importantes para romper o ciclo de agressões e garantir direitos. Em Volta Redonda, mulheres que vivenciam situações de violência podem contar com uma rede de atendimento que reúne assistência social, serviços especializados, saúde, segurança pública e Justiça. Nesse trabalho, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) atua por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que oferece acompanhamento a pessoas e famílias em situações de violência e outras violações de direitos.

O Creas é uma das portas de acesso à proteção social especializada no município. A equipe realiza escuta qualificada, orienta os usuários sobre seus direitos, acompanha as situações identificadas e faz encaminhamentos para outros serviços, conforme as necessidades de cada caso. O atendimento busca respeitar a história e as decisões de cada pessoa, contribuindo para o acesso à rede de proteção.

De janeiro a setembro de 2026, o Creas realizou 2.191 atendimentos, acompanhou cerca de 976 famílias e efetuou 210 encaminhamentos para os Cras. Os dados abrangem diferentes situações de violência e violações de direitos atendidas pelo equipamento e não se referem exclusivamente a casos de violência contra a mulher.

No enfrentamento à violência de gênero, o município também registrou 27 novos casos de violência contra a mulher em 2026, que foram inseridos em acompanhamento pelo serviço. O trabalho busca oferecer orientação, acolhimento e suporte socioassistencial, além de contribuir para que as mulheres conheçam seus direitos e tenham acesso aos serviços de proteção disponíveis.

“É importante que as pessoas encontrem um espaço de escuta e orientação, onde suas demandas sejam tratadas com respeito e sem julgamentos. Em situações de violência, o acompanhamento socioassistencial pode ajudar a mulher a conhecer seus direitos e identificar os caminhos disponíveis para buscar proteção”, ressalta a coordenadora do Creas, Juliana Vidal.

, destaca que o enfrentamento à violência exige atuação integrada entre os serviços públicos.

“O enfrentamento à violência exige atenção às necessidades de cada mulher e integração entre os serviços. A assistência social contribui com o acolhimento, o acompanhamento e os encaminhamentos necessários, fortalecendo o acesso aos direitos e à rede de proteção”, afirma a diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPES) da Smas, Mariana Pimenta.

A secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques, reforça a importância de ampliar o acesso à informação e aos serviços disponíveis. “Nosso compromisso é contribuir para que as mulheres tenham acesso à informação, ao acolhimento e aos serviços públicos de que precisam. A assistência social tem um papel importante nessa rede, trabalhando em conjunto com os demais setores para fortalecer a proteção e assegurar direitos”, ressalta Rosane.

Rede de atendimento reúne diferentes serviços

Além do Creas, Volta Redonda conta com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), conhecido como Casa da Mulher Bertha Lutz, vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos. O equipamento oferece atendimento especializado e apoio social, psicológico e jurídico a mulheres em situação de violência.

O município também dispõe da Casa Abrigo Regionalizada Deiva Ramphini Rebello, destinada ao acolhimento sigiloso e temporário de mulheres sob risco iminente de morte, mediante avaliação técnica. Na área da segurança pública, a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal, acompanha mulheres com medidas protetivas, enquanto os Guardiões da Vida, da Polícia Militar, também atuam na prevenção e no acompanhamento de situações de violência doméstica.

A rede inclui, ainda, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), além de órgãos como a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Judiciário, que atuam dentro de suas atribuições na garantia de direitos e na responsabilização dos agressores. Os serviços de saúde também fazem parte dessa estrutura, oferecendo atendimento às mulheres que necessitam de cuidados médicos.

A integração entre esses setores é importante. porque cada situação pode exigir diferentes tipos de suporte. Enquanto a assistência social trabalha no acolhimento e no acompanhamento socioassistencial, os demais serviços atuam nas áreas de saúde, segurança, orientação jurídica e proteção, de acordo com cada demanda.

Violência não se resume à agressão física

A violência contra a mulher pode se manifestar de diversas formas. Ameaças, humilhações, chantagem, controle financeiro, isolamento de familiares e amigos e vigilância constante também podem fazer parte de uma relação abusiva. Nem sempre esses sinais são reconhecidos de imediato, especialmente quando a violência psicológica não deixa marcas visíveis. Restringir a liberdade, controlar decisões e usar o medo para intimidar são comportamentos que merecem atenção.

Buscar orientação é um passo importante para conhecer os direitos e as alternativas de proteção. Familiares e pessoas próximas também podem ajudar oferecendo apoio, ouvindo sem julgamentos e auxiliando na procura por atendimento especializado.

Onde buscar ajuda

Mulheres que precisam de orientação podem procurar o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) – Casa da Mulher Bertha Lutz, na Rua Antônio Barreiros, nº 232, bairro Nossa Senhora das Graças. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O Creas, equipamento da Smas, fica na Avenida Antônio Barreiros, nº 222, no mesmo bairro. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Fotos: Cleber Silva/Smas.
Secom/PMVR

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