
Visitas ao Zoo-VR e ao BioParque do Rio buscam ampliar ações de conservação de espécies ameaçadas e capacitar profissionais para futuros projetos
O Parque Zoológico Municipal de Volta Redonda (Zoo-VR) recebeu, nesta semana, uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O objetivo foi discutir a participação do zoológico em programas de conservação de espécies ameaçadas.
Na segunda-feira (19), a equipe do RAN visitou o Zoo-VR para conhecer a unidade e avaliar possibilidades de parceria em projetos voltados à conservação de répteis e anfíbios. Já nessa terça-feira (20), a programação incluiu uma visita ao BioParque do Rio de Janeiro, com o objetivo de conhecer iniciativas já desenvolvidas no local.
A proposta é preparar o Zoo-VR para participar de programas de conservação. A iniciativa prevê a capacitação de profissionais do zoológico e o desenvolvimento de estratégias para a reprodução e a manutenção de populações de espécies ameaçadas sob cuidados humanos, contribuindo para futuras ações de reintrodução na natureza, quando tecnicamente indicadas.
De acordo com Carlos Abrahão, analista ambiental do ICMBio e coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste (PAN Herpetofauna do Sudeste), os planos de ação são instrumentos de política pública do Governo Federal que reúnem instituições e especialistas em torno de estratégias para proteger espécies ameaçadas.
“Os planos de ação nacionais são uma política pública do Governo Federal para a conservação das espécies. Estamos buscando parcerias com instituições que possam trabalhar na conservação fora do ambiente natural e aproximando esses parceiros das ações previstas nos planos”, explicou.
Segundo Abrahão, o momento de reforma e reestruturação do Zoo-VR representa uma oportunidade para planejar futuras iniciativas de conservação de répteis e anfíbios.
O diretor do Zoo-VR, Jadiel Teixeira, destacou que a participação nos programas poderá ampliar o papel do zoológico, unindo as atividades já desenvolvidas à atuação direta na conservação da biodiversidade.
“Além da educação ambiental, do lazer e dos cuidados com os animais que recebemos, vamos poder participar desses programas de conservação e contribuir para possíveis ações de reintrodução na natureza de espécies ameaçadas”, afirmou.
A intenção é que a equipe do Zoo-VR receba capacitação para, futuramente, desenvolver um programa próprio de conservação de répteis e anfíbios. A iniciativa deverá considerar as necessidades das espécies, as ameaças que enfrentam e a viabilidade de ações de conservação sob cuidados humanos, sempre com base em critérios técnicos e científicos.
Fotos de divulgação/Zoo-VR – Secom/PMVR.
