
Ação do Banco da Cidadania em parceria com a Saúde promoveu experiência lúdica e inclusiva para pacientes com Transtorno do Espectro Autista e outras condições do neurodesenvolvimento
A rotina terapêutica ganhou novos contornos nesta quinta-feira, dia 2, no projeto Laço Azul, em Volta Redonda, voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento. Em um ambiente preparado para estimular emoções, interações e descobertas, as crianças atendidas pelo serviço viveram uma manhã especial com a visita do Coelhinho da Páscoa, que distribuiu ovos de chocolate e protagonizou momentos de encantamento.
A ação, promovida pelo Banco da Cidadania em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi pensada para ir além da celebração da data. A proposta foi proporcionar uma vivência capaz de estimular habilidades sociais, ampliar formas de comunicação e fortalecer vínculos, pontos essenciais no acompanhamento das crianças atendidas.
A secretária municipal de Saúde, Márcia Cury, destacou a importância de integrar iniciativas como essa ao cuidado clínico. “Quando associamos o tratamento a experiências positivas, conseguimos ampliar os estímulos de forma mais natural. Esses momentos contribuem diretamente para o desenvolvimento emocional e social das crianças”, afirmou.
Durante a atividade, cada detalhe foi planejado para respeitar as individualidades e garantir conforto aos pequenos. As reações espontâneas, os sorrisos e as interações com o personagem transformaram o espaço em um cenário de afeto, contribuindo para experiências significativas dentro do processo terapêutico.
A coordenadora do Laço Azul, Rafaela de Barros, ressaltou o planejamento por trás de cada atividade. “Nosso foco é criar oportunidades que façam sentido para as crianças, respeitando o tempo de cada uma. A proposta é estimular vínculos, interação e bem-estar por meio de vivências leves e acolhedoras. Em ações como essa, percebemos o quanto eles se envolvem e respondem de forma positiva”, explicou.
Famílias elogiam iniciativa
Para as famílias, a experiência vai além da celebração e se torna parte importante do desenvolvimento das crianças. A mãe Letícia Cerqueira da Silva, que acompanha o filho Lucas, de 12 anos, destacou o significado da ação.
“Eles gostam muito dessas atividades. É uma surpresa, uma comemoração. Estar vivendo esses momentos faz diferença, porque eles se sentem felizes e incluídos”, contou.
Wesley Alves Higino também acompanhou o filho Daniel, de 7 anos, e ressaltou o impacto da atividade. “Para ele é muito bom, muito atrativo. Ele já vem animado, falando que vai ter coisa de Páscoa. Ele gosta de interagir, de brincar com outras crianças, e isso é muito importante para o desenvolvimento dele”, afirmou.
Representando o Banco da Cidadania, o coordenador Ricardo Ballarini reforçou o papel da ação no fortalecimento do cuidado humanizado. “Levar esse tipo de iniciativa para dentro do projeto é uma forma de contribuir com o dia a dia dessas crianças. São momentos simples, mas que têm um impacto muito grande, tanto para elas quanto para suas famílias”, destacou.
Estrutura especializada e atendimento multiprofissional
Criado em 2022, o Laço Azul é um projeto da Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento. O serviço teve início com 20 pacientes e hoje atende cerca de 330 crianças, encaminhadas pelas unidades básicas de saúde do município.
A nova sede, no bairro Retiro, foi planejada para oferecer conforto, acessibilidade e estímulos adequados ao público atendido. O espaço conta com consultórios individualizados, sala sensorial, ambientes para atividades físicas e cognitivas e áreas adaptadas para o treino de Atividades da Vida Diária (AVD), como simulação de cozinha e quarto.
A equipe é composta por profissionais de diversas áreas, incluindo neuropediatria, psiquiatria infantil, pediatria, psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, musicoterapia, educação física, assistência social e enfermagem.
Fotos de Cris Oliveira – Secom/PMVR.
