Roda de Conversa com assistente social da Casa Abrigo Deiva Ramphini promoveu diálogo sobre valorização da vida, com o objetivo de ouvir e acolher a equipe

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda promoveu, neste mês, uma roda de conversa no auditório da secretaria, no bairro Nossa Senhora das Graças, com a assistente social Anastácia da Costa Melo, da Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello. O tema foi o Setembro Amarelo, campanha de prevenção e valorização da vida.

A roda de conversa teve a participação da equipe multidisciplinar do Ceam (Centro Especializado de Atendimento à Mulher), da Casa Abrigo e assessoras das pastas de promoção de Políticas de Direitos Humanos, Políticas para Mulheres, Políticas de Diversidade de Gênero e setor administrativo da SMDH.

"A ação do Setembro Amarelo foi proposta para promover a conscientização sobre a saúde mental e fortalecer o acolhimento entre os servidores e o resultado foi um momento muito especial de reflexão. Acreditamos que o cuidado com o bem-estar dos colaboradores deve ser uma prioridade constante no ambiente de trabalho. Promover esses momentos fortalece nossas relações e reafirma nosso compromisso com um ambiente seguro, empático e humano", afirmou a subsecretária municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos, Juliana Rodrigues.

A assistente social Anastácia da Costa citou alguns conceitos padrão da campanha, destacando a importância de falar, ouvir, acolher e cuidar como formas de valorização da vida e da saúde mental das mulheres.

“A ideia da roda é levar o Setembro Amarelo mais além, tratar da valorização da vida para que ela possa ser menos dolorosa para a gente no dia a dia. Falar de saúde mental ajuda a romper o silêncio, ampliar a informação e fortalecer a rede de apoio contra o sofrimento psíquico para as mulheres”, destacou Anastácia Melo.

Melhorar a relação no ambiente de trabalho, cuidar de quem cuida para evitar a sobrecarga profissional, compartilhamento das decisões no espaço de fala e nas reuniões periódicas da equipe foram assuntos abordados na roda de conversa.

“É benéfico para a equipe de atendimento passar por uma supervisão clínica institucional com um profissional qualificado de fora, porque isto vai contribuir com o olhar necessário, diferenciado, para oferecer suporte, orientação e mostrar novos caminhos em políticas públicas”, afirmou a assistente social.

Anastácia Melo disse, ainda, que “ter espaços seguros de escuta fortalece a autonomia e os vínculos entre as mulheres”, e definiu critérios de como acolher por meio da escuta, não julgar e incentivar a pessoa que precisa de ajuda. Ela citou o telefone 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida), que funciona 24 horas, é gratuito e sigiloso, mas ressaltando ser fundamental que, em situação de emergência ou risco imediato, é preciso procurar um serviço de emergência da própria região.

Fotos: Divulgação/SMDH.
Secom/PMVR

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