
Encontro aconteceu na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e reuniu representantes dos governos municipal e estadual, além de instituições de dentro e de fora do município
Volta Redonda é um dos 34 municípios do estado do Rio de Janeiro que já começaram a realizar as oficinas participativas para a elaboração dos seus Planos Locais de Ação Climática (PLACs). O primeiro encontro relacionado ao projeto aconteceu nessa sexta-feira (4), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no bairro Aterrado.
Participaram representantes de secretarias municipais, Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e Governos Locais para a Sustentabilidade (ICLEI Brasil). Também estiveram presentes membros de instituições de ensino e empresas do município.
Neste encontro, foram traçados diagnósticos e definidas ações que irão compor os PLACs sob a responsabilidade de Volta Redonda. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), o Plano Local de Ação Climática é um instrumento de planejamento que vai orientar as autoridades municipais na identificação dos principais impactos das mudanças climáticas em Volta Redonda e na definição de ações para enfrentá-los.
Segundo a SMMA, a elaboração do PLAC é importante, porque as mudanças climáticas já afetam as cidades, aumentando riscos como ondas de calor, chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e impactos sobre a saúde da população, a infraestrutura e os serviços públicos.
O planejamento permitirá ao município organizar e priorizar as medidas de adaptação e redução das emissões de gases de efeito estufa, considerando a sua realidade e respectivas necessidades.
A oficina participativa é um momento de construção coletiva do PLAC. Nela, representantes do poder público e da sociedade poderão contribuir com a identificação dos principais problemas e vulnerabilidades do município, além de discutir prioridades e possíveis ações para tornar Volta Redonda mais resiliente e preparada para os impactos das mudanças climáticas.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Jorginho Fuede, destacou a importância da realização deste primeiro encontro sobre os PLACs. “Foi muito importante realizarmos essa primeira reunião sobre os PLACs aqui, porque o plano precisa refletir a realidade do município e contar com a contribuição dos diferentes setores que atuam diretamente sobre o território e a população. As ações que começamos a definir fazem parte do Programa Ambiente Resiliente, iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI”, destacou Fuede.
O coordenador da Defesa Civil municipal, Rubens Siqueira, falou sobre como os assuntos discutidos no encontro ajudarão no desenvolvimento de soluções para o município.
“Foram de suma importância todas as discussões sobre as ações mapeadas aqui, para que possamos ajustar a realidade do nosso município. A partir de agora, vamos fazer todos os estudos e planos de contingenciamento na elaboração do plano municipal de risco, para que possamos condensar estas informações e, nas próximas reuniões, trazer as experiências que vamos começar a praticar”, disse Rubens.
Já Vivian Dal'Lin, coordenadora de projetos da ONU-Habitat, afirmou que a entidade já vem trabalhando com as autoridades municipais em temas e ações referentes ao meio ambiente e detalhou como este trabalho está sendo feito.
“Este é um momento muito importante. Já estamos há uns meses trabalhando com a Prefeitura de Volta Redonda e outros municípios do estado, através de uma parceria com o Governo do Estado, para apoiar uma parceria de desenvolvimento dos seus planejamentos frente à mudança do clima. Sabemos que a mudança do clima é uma realidade e, neste momento, buscamos escutar as pessoas que vivem aqui sobre as áreas que são mais afetadas, as pessoas que correm mais riscos de serem impactadas e, com isso, pensar em ações para minimizar estes efeitos no município", afirmou Vivian.
O que são PLACs
Os Planos Locais de Ação Climática (PLACs) são guias contextualizados que oferecem soluções para que os municípios sejam capazes de se prevenir, adaptar e responder aos impactos da mudança do clima. Através de indicadores, metas e ações de monitoramento, os PLACs orientam a tomada de decisão dos governos municipais, contribuindo para um planejamento específico para a redução dos impactos das mudanças do clima, voltado para cada território, levando em consideração as suas características locais.
No estado do Rio de Janeiro, o processo de elaboração destes 34 Planos, que começou em março de 2026, contempla quatro etapas: (1) estruturação da governança, (2) elaboração do diagnóstico, (3) definição de estratégias e propostas e (4) desenvolvimento de ferramentas de implementação e monitoramento, finalizando com a documentação de boas práticas para deixar um legado para os municípios e as regiões.
Fotos: Adriana Cópio – Secom/PMVR.
