Diagnóstico da doença pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu nesta semana uma capacitação com as equipes do CDI (Centro de Doenças Infecciosas) e da Atenção Primária à Saúde (UBSs e UBSFs) sobre tuberculose. Durante o encontro, os profissionais discutiram e apresentaram protocolo de descentralização do diagnóstico, manejo e tratamento dos casos da doença.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. De acordo com a médica de família da SMS, Silvia Mello dos Santos, durante a pandemia houve uma diminuição dos casos de tuberculose no município, mas eles nunca deixaram de existir.

“O olhar para o sintomático respiratório precisa também tomar este foco. A tuberculose tem cura e seu tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais de saúde precisam pensar nela como hipótese diagnóstica, em casos de pessoas com tosse há mais de três semanas”, comentou a médica.

As ações de descentralização do tratamento para as unidades básicas de saúde são preconizadas pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso do cuidado perto da casa dos moradores, diminuindo as taxas de abandono e aumentando a captação dos casos suspeitos.

Tratamento

Com a confirmação do caso suspeito, o tratamento na maioria das vezes dura seis meses, e exige do usuário um acompanhamento direcionado e coordenado pela Atenção Básica, que conta com o apoio do CDI.

Um dos exames solicitados para o diagnóstico de tuberculose, a baciloscopia, está disponível em todas as UBSs e UBSFs, mediante indicação (tosse há mais 3 semanas) para todas as pessoas suspeitas de tuberculose.

 

Foto: Divulgação/PMVR 

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